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Planejamento previdenciário: como garantir a melhor aposentadoria possível

A diferença entre se aposentar com 60% ou 80% do teto do INSS pode depender de decisões tomadas com 5 ou 10 anos de antecedência. Entenda como funciona o cálculo atual, quais estratégias legais existem para maximizar o benefício e por que o planejamento previdenciário nunca é cedo demais.

Dra. Suely Alves De Freitas

11 nov 2025

2 min de leitura

Previdenciário

Como funciona o cálculo da aposentadoria hoje?

Após a Reforma da Previdência de 2019, a aposentadoria programada é calculada como 60% da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994 (ou desde o início das contribuições, se posterior), acrescida de 2% por ano de contribuição que exceder 20 anos para homens e 15 anos para mulheres. Para atingir 100% da média, um homem precisa de 40 anos de contribuição e uma mulher, de 35 anos.

Isso significa que contribuir por exatamente o mínimo (20 anos para homens, 15 para mulheres) resulta em uma aposentadoria de apenas 60% da média — muitas vezes inferior ao salário mínimo para quem contribuiu pouco.

A importância de elevar a média dos salários

O cálculo usa a média de todas as contribuições, não apenas as mais recentes. Quem trabalhou décadas ganhando o salário mínimo e nos últimos anos passou a contribuir pelo teto terá sua média "puxada para baixo" pelo longo histórico de contribuições baixas. A estratégia de contribuir acima do salário de costume nos anos próximos à aposentadoria tem impacto limitado justamente porque a média inclui todo o histórico.

Estratégias para melhorar o benefício

  • Contribuir além do mínimo por mais anos: cada ano de contribuição além do limiar mínimo acrescenta 2% ao percentual base;
  • Verificar e corrigir o CNIS: muitos segurados têm vínculos ou salários não registrados corretamente. Cada contribuição que falta no cadastro reduz a média;
  • Reconhecer atividade especial: tempo especial convertido com fator multiplicador pode antecipar a aposentadoria sem redução proporcional do benefício;
  • Complementação por previdência privada: PGBL e VGBL podem compensar a diferença entre o teto do INSS e o padrão de vida desejado na aposentadoria.

Cuidado com a idade mínima

A aposentadoria programada exige 65 anos (homem) e 62 anos (mulher) além do tempo mínimo de contribuição. Trabalhadores que completaram o tempo de contribuição antes de atingir a idade mínima precisam continuar contribuindo — ou esperar a idade sem contribuir, mantendo a qualidade de segurado pelo período de graça.

Quando parar de contribuir?

Essa é uma das perguntas mais importantes do planejamento previdenciário. Contribuir a mais do que o necessário pode não elevar significativamente o benefício, dependendo do histórico contributivo. Um cálculo personalizado feito por especialista mostrará exatamente quando o benefício para de crescer com as contribuições adicionais.

Como fazer uma projeção do seu benefício?

O site e o aplicativo Meu INSS oferecem uma calculadora de simulação de benefício. Mas a simulação oficial usa apenas os dados que o INSS já tem — vínculos não averbados, atividades especiais não reconhecidas e correções de salário não estão incluídos. Uma análise completa feita por advogado previdenciário com acesso ao histórico completo do segurado é muito mais confiável.


Dra. Suely Alves De Freitas

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